{"id":5451,"date":"2026-05-30T10:31:18","date_gmt":"2026-05-30T13:31:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/?p=5451"},"modified":"2026-05-30T10:31:18","modified_gmt":"2026-05-30T13:31:18","slug":"como-provar-o-valor-das-redes-sociais-com-dados-e-roi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/como-provar-o-valor-das-redes-sociais-com-dados-e-roi","title":{"rendered":"Como provar o valor das redes sociais com dados e ROI"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading saiw-linha-fina\">Aprenda a medir impacto, conectar m\u00e9tricas ao neg\u00f3cio e mostrar resultados reais de social media para lideran\u00e7a e outras \u00e1reas.<\/h3>\n\n\n<p>Mostrar que as redes sociais geram valor para o neg\u00f3cio \u00e9 uma tarefa que vai muito al\u00e9m de apresentar curtidas, coment\u00e1rios e seguidores. Embora essas m\u00e9tricas ajudem a entender a presen\u00e7a digital, elas n\u00e3o explicam sozinhas como a atua\u00e7\u00e3o social contribui para receita, relacionamento com clientes, intelig\u00eancia de mercado e efici\u00eancia interna. Em um cen\u00e1rio em que times de social precisam justificar investimento, conquistar apoio da lideran\u00e7a e colaborar com outras \u00e1reas, medir e comunicar resultados com clareza se torna parte central da estrat\u00e9gia.<\/p><p>O desafio \u00e9 que o impacto das redes sociais costuma ser distribu\u00eddo ao longo de toda a jornada do cliente. Uma publica\u00e7\u00e3o pode ampliar alcance, gerar engajamento, influenciar a considera\u00e7\u00e3o de compra, inspirar decis\u00f5es de produto ou revelar uma dor recorrente do p\u00fablico. Por isso, avaliar esse trabalho exige uma vis\u00e3o mais ampla, capaz de relacionar dados sociais com objetivos de neg\u00f3cio e com indicadores usados por outras equipes.<\/p><p>Neste conte\u00fado, voc\u00ea vai entender como estruturar uma leitura mais inteligente do desempenho das redes sociais, quais m\u00e9tricas observar, como definir benchmarks, por que atribui\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de dados fazem diferen\u00e7a e de que forma transformar n\u00fameros em uma narrativa compreens\u00edvel para executivos e demais \u00e1reas da empresa.<\/p><h2>Por que o valor das redes sociais vai al\u00e9m da visibilidade<\/h2><p>Durante muito tempo, o principal argumento para investir em social media foi o ganho de alcance e reconhecimento de marca. Isso continua importante, mas j\u00e1 n\u00e3o basta para sustentar a relev\u00e2ncia da \u00e1rea. As redes sociais se tornaram uma fonte cont\u00ednua de sinais sobre o mercado, a concorr\u00eancia e o comportamento do p\u00fablico. Em vez de funcionar apenas como canal de distribui\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, elas tamb\u00e9m operam como um ambiente de escuta ativa.<\/p><p>Essa diferen\u00e7a muda tudo. Quando uma marca analisa conversas, reclama\u00e7\u00f5es, elogios, d\u00favidas e tend\u00eancias que aparecem em seus canais sociais, ela passa a enxergar oportunidades que outros canais n\u00e3o mostram com a mesma velocidade. A equipe de social pode identificar padr\u00f5es de interesse, detectar insatisfa\u00e7\u00f5es, observar mudan\u00e7as de linguagem do p\u00fablico e levar aprendizados \u00fateis para produto, atendimento, vendas, eventos e marketing.<\/p><p>Esse tipo de dado \u00e9 valioso porque nasce em tempo real. Enquanto relat\u00f3rios tradicionais podem demorar mais para consolidar um retrato do mercado, as redes sociais oferecem um pulso imediato do que as pessoas est\u00e3o pensando. Quando bem organizadas, essas informa\u00e7\u00f5es ajudam a orientar decis\u00f5es melhores e mais r\u00e1pidas.<\/p><h2>O primeiro passo: alinhar objetivos de social com metas do neg\u00f3cio<\/h2><p>Antes de definir indicadores, \u00e9 preciso saber o que exatamente a estrat\u00e9gia quer alcan\u00e7ar. Medir sem objetivos claros costuma gerar relat\u00f3rios bonitos, mas pouco \u00fateis. Um time que n\u00e3o parte de metas objetivas corre o risco de acompanhar apenas n\u00fameros de vaidade e deixar de mostrar impacto real.<\/p><p>O ideal \u00e9 come\u00e7ar entendendo quais s\u00e3o as prioridades da marca. Em neg\u00f3cios em fase de crescimento, talvez o foco seja ampliar alcance e reconhecimento. Em empresas mais maduras, o objetivo pode ser aumentar vendas, fortalecer comunidade, melhorar reten\u00e7\u00e3o ou apoiar lan\u00e7amentos. Em opera\u00e7\u00f5es com v\u00e1rios perfis de audi\u00eancia, pode haver metas espec\u00edficas por rede, produto ou segmento.<\/p><p>Tamb\u00e9m vale ampliar a conversa para al\u00e9m do marketing. Se a empresa quer expandir para um novo p\u00fablico, o time de social pode produzir insights sobre linguagem, interesses e obje\u00e7\u00f5es desse segmento. Se a meta \u00e9 melhorar o produto, coment\u00e1rios e mensagens podem revelar pedidos recorrentes que merecem aten\u00e7\u00e3o. Se o objetivo \u00e9 apoiar o time comercial, conte\u00fados e intera\u00e7\u00f5es podem ajudar a nutrir oportunidades e qualificar leads.<\/p><p>Quando os objetivos sociais s\u00e3o conectados a prioridades de neg\u00f3cio, o valor da \u00e1rea deixa de ser percebido como algo isolado e passa a integrar a l\u00f3gica da empresa inteira.<\/p><h2>Quais m\u00e9tricas realmente ajudam a demonstrar resultado<\/h2><p>Depois de definir o objetivo, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 escolher os indicadores mais adequados para contar a hist\u00f3ria do desempenho. Aqui, faz sentido separar as m\u00e9tricas em dois grandes grupos: qualitativas e quantitativas.<\/p><h3>M\u00e9tricas qualitativas<\/h3><p>As m\u00e9tricas qualitativas ajudam a entender percep\u00e7\u00e3o, sentimento e contexto. Elas n\u00e3o aparecem como n\u00fameros simples de crescimento, mas mostram como o p\u00fablico enxerga a marca. Alguns exemplos s\u00e3o:<\/p><ul><li>sentimento das conversas;<\/li><li>principais temas citados em coment\u00e1rios e mensagens;<\/li><li>compara\u00e7\u00e3o de percep\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a concorrentes;<\/li><li>tipo de d\u00favida ou obje\u00e7\u00e3o mais frequente;<\/li><li>feedback espont\u00e2neo sobre campanhas, produtos ou atendimento.<\/li><\/ul><p>Esse tipo de dado \u00e9 especialmente \u00fatil para entender por que uma a\u00e7\u00e3o funcionou ou n\u00e3o funcionou. \u00c0s vezes, uma campanha gera bom alcance, mas recebe respostas que indicam confus\u00e3o na mensagem. Em outro caso, um conte\u00fado com menor volume pode gerar intera\u00e7\u00f5es muito mais qualificadas, mostrando ader\u00eancia real do p\u00fablico.<\/p><h3>M\u00e9tricas quantitativas<\/h3><p>As m\u00e9tricas quantitativas s\u00e3o as mais conhecidas e medem volume ou performance de forma objetiva. Entre elas est\u00e3o:<\/p><ul><li>alcance;<\/li><li>impress\u00f5es;<\/li><li>engajamento;<\/li><li>taxa de resposta;<\/li><li>compartilhamentos;<\/li><li>cliques;<\/li><li>convers\u00f5es;<\/li><li>leads gerados;<\/li><li>tempo de atendimento em canais sociais.<\/li><\/ul><p>Esses indicadores s\u00e3o essenciais, mas precisam ser interpretados com contexto. Um volume alto de curtidas, por exemplo, n\u00e3o necessariamente representa avan\u00e7o no neg\u00f3cio. J\u00e1 uma taxa menor de engajamento pode ser positiva se vier acompanhada de melhor segmenta\u00e7\u00e3o, leads mais qualificados ou maior influ\u00eancia no funil.<\/p><p>O ponto central \u00e9 escolher indicadores coerentes com a meta definida e evitar relat\u00f3rios que misturam tudo sem hierarquia. Quando o acompanhamento fica organizado, fica muito mais f\u00e1cil mostrar o que realmente move o resultado.<\/p><h2>Como escolher um modelo de atribui\u00e7\u00e3o mais confi\u00e1vel<\/h2><p>Um dos maiores erros ao avaliar social media \u00e9 olhar apenas para o \u00faltimo clique. Em muitos casos, a jornada do cliente come\u00e7a muito antes da convers\u00e3o final. A pessoa pode descobrir a marca em uma rede social, visitar o site depois, receber um e-mail, comparar op\u00e7\u00f5es, voltar por outro canal e s\u00f3 ent\u00e3o converter. Se o relat\u00f3rio atribui todo o m\u00e9rito ao \u00faltimo toque, parte importante da contribui\u00e7\u00e3o social desaparece.<\/p><p>Por isso, o modelo de atribui\u00e7\u00e3o precisa refletir a realidade do funil. Em vez de medir apenas o desfecho, \u00e9 importante considerar como o conte\u00fado social influencia fases diferentes da jornada, desde a descoberta at\u00e9 a decis\u00e3o. Isso ajuda a demonstrar que o trabalho da equipe n\u00e3o se limita ao topo do funil.<\/p><p>Modelos de atribui\u00e7\u00e3o mais completos permitem identificar quais campanhas, formatos, contas ou temas contribuem para determinadas a\u00e7\u00f5es. Isso traz mais precis\u00e3o para as an\u00e1lises e evita conclus\u00f5es apressadas. Tamb\u00e9m ajuda a mostrar para a lideran\u00e7a que os resultados n\u00e3o s\u00e3o imediatos em todos os casos, mas podem ser consistentes quando observados ao longo do tempo.<\/p><h2>Integra\u00e7\u00e3o de dados: quando social conversa com CRM e BI<\/h2><p>Para provar valor de forma mais robusta, o ideal \u00e9 conectar os dados sociais com outras fontes de informa\u00e7\u00e3o da empresa. Quando os dados ficam isolados em uma ferramenta de social, a leitura tende a ser parcial. Mas, quando eles se integram a CRM, BI e outras bases, a equipe consegue montar uma vis\u00e3o mais completa da experi\u00eancia do cliente.<\/p><p>Essa integra\u00e7\u00e3o amplia a capacidade de an\u00e1lise em tr\u00eas frentes importantes. Primeiro, ela ajuda a entender a rela\u00e7\u00e3o entre intera\u00e7\u00f5es sociais e etapas do funil. Segundo, permite cruzar tend\u00eancias de audi\u00eancia com hist\u00f3rico de performance. Terceiro, facilita a identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es que podem orientar a\u00e7\u00f5es em v\u00e1rias \u00e1reas.<\/p><p>Na pr\u00e1tica, isso significa que um coment\u00e1rio recorrente pode virar insumo para o time de produto, um pico de d\u00favidas sobre determinado assunto pode orientar o suporte, e um grupo de audi\u00eancia rec\u00e9m-descoberto pode ser aproveitado pelo time de eventos ou pelo comercial. O ganho n\u00e3o est\u00e1 apenas em medir melhor, mas em fazer com que a informa\u00e7\u00e3o circule.<\/p><p>Quando a empresa passa a ver o social como uma camada de intelig\u00eancia conectada ao restante do ecossistema de dados, o trabalho da equipe ganha muito mais legitimidade.<\/p><h2>Benchmarks: comparando desempenho sem perder contexto<\/h2><p>Outro ponto importante \u00e9 estabelecer refer\u00eancias de desempenho. Sem benchmark, qualquer n\u00famero fica solto. Um crescimento de 10% pode ser excelente para uma conta e irrelevante para outra, dependendo do hist\u00f3rico, do setor e da maturidade da presen\u00e7a digital.<\/p><p>O benchmark funciona como linha de base. Ele permite observar evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo e entender se a estrat\u00e9gia est\u00e1 realmente melhorando. Essa compara\u00e7\u00e3o pode ser feita por per\u00edodo, por rede social, por campanha ou por tipo de conte\u00fado.<\/p><p>Al\u00e9m disso, vale acompanhar indicadores como sentimento de marca, volume de conversas e consist\u00eancia da presen\u00e7a digital. Esses elementos ajudam a medir a sa\u00fade da marca nas redes, n\u00e3o apenas o desempenho de uma publica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Quando analisados em conjunto, eles oferecem uma vis\u00e3o mais rica do impacto social.<\/p><p>Benchmarks tamb\u00e9m ajudam a evitar interpreta\u00e7\u00f5es exageradas. Um post pode ter ido bem, mas ainda estar abaixo do padr\u00e3o do canal. Ou uma campanha pode n\u00e3o ter tido o maior alcance, mas ter superado a m\u00e9dia em qualidade de engajamento. O contexto \u00e9 o que transforma o dado em informa\u00e7\u00e3o \u00fatil.<\/p><h2>Como calcular ROI de social media sem simplificar demais<\/h2><p>O ROI continua sendo uma das m\u00e9tricas mais valorizadas por lideran\u00e7a e finan\u00e7as, porque traduz investimento em retorno. No entanto, medir ROI em redes sociais exige cuidado. O objetivo n\u00e3o \u00e9 reduzir toda a atua\u00e7\u00e3o da \u00e1rea a receita direta, e sim demonstrar quanto valor ela gera em rela\u00e7\u00e3o aos recursos aplicados.<\/p><p>Dependendo da estrat\u00e9gia, esse retorno pode incluir impacto em pipeline, gera\u00e7\u00e3o de leads, economia de tempo, redu\u00e7\u00e3o de retrabalho, melhoria no atendimento, influ\u00eancia sobre marca e ganho de efici\u00eancia em campanhas. Em outras palavras, o ROI social pode ser direto e indireto.<\/p><p>Uma forma mais inteligente de defender esse valor \u00e9 combinar m\u00e9tricas financeiras com sinais de audi\u00eancia e dados operacionais. Assim, a equipe consegue mostrar, por exemplo, que determinados conte\u00fados ajudam a acelerar oportunidades, que a presen\u00e7a social reduz tempo de resposta no atendimento ou que a intelig\u00eancia gerada evita decis\u00f5es baseadas em suposi\u00e7\u00f5es.<\/p><p>Quando a organiza\u00e7\u00e3o enxerga o social como parte de um sistema maior de resultado, o debate deixa de ser \u201cquanto gastamos\u201d e passa a ser \u201cquanto esse trabalho devolve em valor para o neg\u00f3cio\u201d.<\/p><h2>Como transformar n\u00fameros em uma narrativa que a lideran\u00e7a entende<\/h2><p>Dados sozinhos raramente convencem. O que convence \u00e9 a leitura que explica o significado dos dados. Por isso, a comunica\u00e7\u00e3o com a lideran\u00e7a precisa combinar precis\u00e3o anal\u00edtica e objetividade narrativa. Executivos normalmente t\u00eam pouco tempo e querem entender rapidamente o que aconteceu, por que isso importa e qual decis\u00e3o pode ser tomada a partir da\u00ed.<\/p><p>Um bom relat\u00f3rio de social precisa ser enxuto, direto e conectado ao neg\u00f3cio. Em vez de listar dezenas de n\u00fameros, o ideal \u00e9 destacar poucos indicadores que sustentem a hist\u00f3ria principal. Essa hist\u00f3ria deve responder perguntas como: qual foi o resultado? O que impulsionou esse resultado? O que aprendemos? Qual pr\u00f3ximo passo faz sentido?<\/p><p>Tamb\u00e9m vale organizar a informa\u00e7\u00e3o de forma visual e f\u00e1cil de consumir. Pain\u00e9is, resumos executivos e apresenta\u00e7\u00f5es mensais costumam funcionar bem porque criam consist\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o. Quando a lideran\u00e7a recebe esse material com regularidade, fica mais f\u00e1cil acompanhar evolu\u00e7\u00e3o e reconhecer o papel da equipe.<\/p><p>Outra boa pr\u00e1tica \u00e9 tratar o p\u00fablico executivo como audi\u00eancia. Isso significa adaptar a linguagem, priorizar o que tem mais relev\u00e2ncia para cada \u00e1rea e entregar insights j\u00e1 prontos para decis\u00e3o. Quanto mais claro for o v\u00ednculo entre a\u00e7\u00f5es sociais e impacto no neg\u00f3cio, mais f\u00e1cil ser\u00e1 obter apoio para novas iniciativas.<\/p><h2>Como levar os insights sociais para outras \u00e1reas da empresa<\/h2><p>O valor das redes sociais aumenta quando a intelig\u00eancia gerada por elas \u00e9 compartilhada com outras equipes. Muitos times de social produzem observa\u00e7\u00f5es ricas, mas essas informa\u00e7\u00f5es ficam restritas ao marketing. Isso limita o potencial estrat\u00e9gico do trabalho.<\/p><p>Se o time identifica uma d\u00favida recorrente sobre funcionalidade de produto, essa informa\u00e7\u00e3o pode apoiar a equipe de desenvolvimento. Se percebe um novo grupo de interesse emergente, isso pode servir para eventos ou comercial. Se encontra uma reclama\u00e7\u00e3o repetida sobre atendimento, o suporte pode agir mais r\u00e1pido. Se nota que determinado formato gera perguntas de alto valor, o conte\u00fado pode ser ajustado para responder melhor \u00e0s necessidades do p\u00fablico.<\/p><p>Esse fluxo fortalece a imagem do social media como fonte de intelig\u00eancia de mercado e n\u00e3o apenas como canal de publica\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m cria uma cultura mais integrada, em que \u00e1reas diferentes trabalham com base em evid\u00eancias mais pr\u00f3ximas da realidade do cliente.<\/p><h2>Boas pr\u00e1ticas para um processo de mensura\u00e7\u00e3o mais \u00fatil<\/h2><p>Para que a mensura\u00e7\u00e3o realmente ajude na tomada de decis\u00e3o, vale adotar algumas pr\u00e1ticas consistentes ao longo do tempo:<\/p><ul><li>defina objetivos claros antes de olhar os n\u00fameros;<\/li><li>relacione cada meta a um indicador principal;<\/li><li>separe m\u00e9tricas de vaidade das m\u00e9tricas de neg\u00f3cio;<\/li><li>use benchmarks para interpretar evolu\u00e7\u00e3o;<\/li><li>combine dados quantitativos e qualitativos;<\/li><li>conecte social com CRM, BI e outras fontes;<\/li><li>acompanhe resultados por canal, campanha e p\u00fablico;<\/li><li>registre aprendizados para orientar decis\u00f5es futuras.<\/li><\/ul><p>Esses cuidados evitam an\u00e1lises superficiais e tornam o reporting mais confi\u00e1vel. Em vez de apenas provar que a equipe trabalhou, o relat\u00f3rio passa a mostrar o que esse trabalho produziu para a empresa.<\/p><h2>Exemplo de estrutura para comunicar valor em reuni\u00f5es internas<\/h2><p>Uma forma pr\u00e1tica de organizar a conversa com lideran\u00e7a ou outras \u00e1reas \u00e9 seguir uma sequ\u00eancia simples:<\/p><table><tr><th>Bloco<\/th><th>O que mostrar<\/th><\/tr><tr><td>Contexto<\/td><td>Objetivo da a\u00e7\u00e3o, per\u00edodo analisado e prioridade de neg\u00f3cio envolvida<\/td><\/tr><tr><td>Resultado<\/td><td>Principais m\u00e9tricas, evolu\u00e7\u00e3o frente ao benchmark e sinais qualitativos<\/td><\/tr><tr><td>Impacto<\/td><td>Contribui\u00e7\u00e3o para funil, atendimento, percep\u00e7\u00e3o de marca ou efici\u00eancia interna<\/td><\/tr><tr><td>Pr\u00f3ximo passo<\/td><td>O que ser\u00e1 ajustado, ampliado ou testado com base no aprendizado<\/td><\/tr><\/table><p>Esse formato ajuda a manter o foco no que importa e facilita a leitura por pessoas que n\u00e3o vivem o dia a dia da opera\u00e7\u00e3o social. Tamb\u00e9m reduz o risco de apresenta\u00e7\u00f5es longas demais ou centradas em detalhes que n\u00e3o ajudam na tomada de decis\u00e3o.<\/p><h2>Quando o social deixa de ser apenas canal e vira intelig\u00eancia<\/h2><p>O maior ganho ao medir e comunicar bem o valor das redes sociais \u00e9 mudar a percep\u00e7\u00e3o da \u00e1rea dentro da empresa. Quando o trabalho \u00e9 apresentado apenas como produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, sua relev\u00e2ncia tende a ser subestimada. Mas quando ele \u00e9 mostrado como fonte de intelig\u00eancia, gera\u00e7\u00e3o de valor e conex\u00e3o entre \u00e1reas, o papel do time se torna muito mais estrat\u00e9gico.<\/p><p>Isso exige disciplina de mensura\u00e7\u00e3o, clareza na escolha de m\u00e9tricas, integra\u00e7\u00e3o entre ferramentas e uma rotina de comunica\u00e7\u00e3o que traduza dados em decis\u00f5es. N\u00e3o se trata de provar valor uma \u00fanica vez, mas de construir ao longo do tempo uma narrativa consistente sobre o impacto do social no crescimento da marca.<\/p><p>Quanto mais a empresa reconhece esse papel, mais facilidade o time ter\u00e1 para obter recursos, testar novas abordagens e expandir sua influ\u00eancia. No fim, medir bem n\u00e3o serve s\u00f3 para prestar contas. Serve para ampliar a capacidade de agir com intelig\u00eancia, conectar pessoas, reduzir ru\u00eddo e transformar as redes sociais em um ativo relevante para todo o neg\u00f3cio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprenda a medir impacto, conectar m\u00e9tricas ao neg\u00f3cio e mostrar resultados reais de social media para lideran\u00e7a e outras \u00e1reas. Mostrar que as redes sociais geram valor para o neg\u00f3cio \u00e9 uma tarefa que vai muito al\u00e9m de apresentar curtidas, coment\u00e1rios e seguidores. 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