{"id":4990,"date":"2026-05-14T20:21:38","date_gmt":"2026-05-14T23:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/?p=4990"},"modified":"2026-05-14T20:21:38","modified_gmt":"2026-05-14T23:21:38","slug":"social-intelligence-transformar-sinais-redes-em-decisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/social-intelligence-transformar-sinais-redes-em-decisoes","title":{"rendered":"Social intelligence: como transformar sinais das redes em decis\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading saiw-linha-fina\">Entenda como a intelig\u00eancia social ajuda marcas a agir mais r\u00e1pido, reduzir riscos e aproveitar oportunidades em tempo real.<\/h3>\n\n\n<p>A forma como as marcas entendem o p\u00fablico mudou de maneira profunda. Antes, bastava observar m\u00e9tricas b\u00e1sicas, responder coment\u00e1rios e acompanhar men\u00e7\u00f5es. Hoje, isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente para competir em um ambiente em que uma publica\u00e7\u00e3o viral pode alterar a demanda, afetar a reputa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 influenciar resultados de neg\u00f3cio em poucas horas. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que a <strong>social intelligence<\/strong> ganha espa\u00e7o como uma abordagem mais ampla, pr\u00e1tica e orientada \u00e0 a\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Mais do que medir desempenho de posts, a intelig\u00eancia social transforma conversas, padr\u00f5es de comportamento e sinais culturais em decis\u00f5es de neg\u00f3cio. Isso significa olhar para o que acontece nas redes sociais n\u00e3o apenas como comunica\u00e7\u00e3o, mas como uma fonte cont\u00ednua de aprendizado sobre clientes, concorrentes, mercado e oportunidades. Para empresas que dependem de agilidade, essa vis\u00e3o deixou de ser diferencial e passou a fazer parte da rotina.<\/p><p>O ponto central \u00e9 simples: as pessoas j\u00e1 est\u00e3o dizendo o que pensam em espa\u00e7os p\u00fablicos, em ritmo acelerado e em canais que a marca n\u00e3o controla. Ignorar isso pode gerar cegueira estrat\u00e9gica. Aproveitar esse fluxo de dados, por outro lado, pode melhorar campanhas, orientar produtos, antecipar crises e alinhar equipes em torno do que realmente importa para o cliente.<\/p><h2>O que \u00e9 social intelligence na pr\u00e1tica<\/h2><p>Social intelligence, ou intelig\u00eancia social, \u00e9 o processo de analisar dados e conversas das redes sociais para gerar insights acion\u00e1veis. Esses insights ajudam a empresa a entender melhor seu p\u00fablico, identificar padr\u00f5es de comportamento, acompanhar movimentos de mercado e tomar decis\u00f5es com base em evid\u00eancias reais, n\u00e3o apenas em suposi\u00e7\u00f5es internas.<\/p><p>Na pr\u00e1tica, esse conceito vai al\u00e9m de monitorar men\u00e7\u00f5es ou medir curtidas. Ele envolve interpretar o contexto de uma conversa, perceber sinais de mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o, reconhecer temas emergentes e conectar tudo isso a objetivos de marketing, produto, atendimento, vendas e lideran\u00e7a. O valor n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 em coletar dados, mas em transformar dados em dire\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Essa diferen\u00e7a \u00e9 importante porque muitas empresas ainda tratam as redes sociais como um canal isolado. Quando isso acontece, o aprendizado fica preso em relat\u00f3rios de marketing e n\u00e3o chega a outras \u00e1reas. A intelig\u00eancia social funciona justamente para romper esse silo, integrando informa\u00e7\u00e3o em toda a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p><h3>Diferen\u00e7a entre monitoramento, listening e intelig\u00eancia social<\/h3><p>\u00c9 comum confundir esses conceitos, mas eles n\u00e3o s\u00e3o iguais. O monitoramento acompanha conversas espec\u00edficas e ajuda a entender como um tema aparece nas redes. O social listening amplia esse processo ao reunir, analisar e interpretar conversas para identificar padr\u00f5es e sentimentos. J\u00e1 a intelig\u00eancia social vai um passo al\u00e9m: ela aplica esses aprendizados \u00e0 estrat\u00e9gia e \u00e0 opera\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p><p>Em outras palavras, monitorar e ouvir s\u00e3o etapas importantes, mas n\u00e3o suficientes. A intelig\u00eancia social acontece quando a empresa usa esse conhecimento para ajustar campanhas, redefinir prioridades de produto, reagir a riscos e tomar decis\u00f5es com rapidez. O foco deixa de ser apenas observar e passa a ser agir.<\/p><table><thead><tr><th>Conceito<\/th><th>Foco principal<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Monitoramento<\/td><td>Acompanhar men\u00e7\u00f5es e t\u00f3picos espec\u00edficos<\/td><\/tr><tr><td>Social listening<\/td><td>Interpretar conversas e sentimentos<\/td><\/tr><tr><td>Social intelligence<\/td><td>Aplicar insights sociais \u00e0 estrat\u00e9gia do neg\u00f3cio<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><h2>Por que a intelig\u00eancia social se tornou indispens\u00e1vel<\/h2><p>As expectativas do p\u00fablico mudaram. Consumidores querem ser ouvidos e esperam respostas mais r\u00e1pidas, mais contextuais e mais conectadas ao que acontece nas conversas online. Ao mesmo tempo, as redes sociais se tornaram um espa\u00e7o em que prefer\u00eancias, insatisfa\u00e7\u00f5es, tend\u00eancias e crises aparecem primeiro. Quem enxerga cedo ganha tempo; quem enxerga tarde reage sob press\u00e3o.<\/p><p>Os n\u00fameros citados pela fonte mostram um cen\u00e1rio relevante: apenas uma pequena parcela das empresas consegue transformar insights em a\u00e7\u00e3o em poucas horas, enquanto a percep\u00e7\u00e3o dos consumidores sobre a capacidade das marcas de ouvir e responder ainda est\u00e1 distante do ideal. Isso revela uma lacuna clara entre o que o p\u00fablico espera e o que boa parte das organiza\u00e7\u00f5es consegue entregar.<\/p><p>Em termos de neg\u00f3cio, essa lacuna significa risco. Uma reclama\u00e7\u00e3o sem resposta pode crescer r\u00e1pido. Um novo interesse de mercado pode passar despercebido. Uma mudan\u00e7a na forma como as pessoas falam sobre determinado tema pode afetar posicionamento, campanhas e at\u00e9 o desenvolvimento de produtos. A intelig\u00eancia social ajuda a encurtar essa dist\u00e2ncia entre sinal e decis\u00e3o.<\/p><h3>Impacto em \u00e1reas al\u00e9m do marketing<\/h3><p>Uma das grandes vantagens dessa abordagem \u00e9 que ela n\u00e3o beneficia s\u00f3 o time de marketing. Atendimento, produto, vendas, comunica\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e intelig\u00eancia de mercado tamb\u00e9m podem usar os aprendizados sociais para tomar decis\u00f5es mais bem informadas. Isso torna o trabalho mais coordenado e reduz desperd\u00edcios.<\/p><p>Quando uma \u00e1rea descobre, por exemplo, que clientes est\u00e3o reclamando do mesmo ponto com frequ\u00eancia, esse sinal pode orientar o time de produto. Quando uma pauta ganha tra\u00e7\u00e3o em determinada comunidade, o time de conte\u00fado pode reagir com mais precis\u00e3o. Quando um risco reputacional surge, a lideran\u00e7a pode agir antes de a situa\u00e7\u00e3o virar crise maior.<\/p><p>Esse tipo de uso integrado \u00e9 o que faz a intelig\u00eancia social deixar de ser uma ferramenta de observa\u00e7\u00e3o e virar uma engrenagem de opera\u00e7\u00e3o. Em vez de apenas registrar o que aconteceu, ela ajuda a prever o que pode acontecer e o que vale fazer em seguida.<\/p><h2>Como a social intelligence ajuda a crescer<\/h2><p>Uma empresa que trabalha com intelig\u00eancia social consegue conectar informa\u00e7\u00e3o a resultado de forma mais consistente. Isso acontece porque os sinais vindos das redes ajudam a orientar decis\u00f5es em v\u00e1rias frentes, da descoberta da marca ao desenvolvimento de ofertas. N\u00e3o se trata apenas de acompanhar o cen\u00e1rio, mas de usar esse cen\u00e1rio para melhorar a execu\u00e7\u00e3o.<\/p><h3>1. Aumenta a descoberta da marca<\/h3><p>As redes sociais v\u00eam assumindo um papel cada vez mais importante na jornada de busca e descoberta. Muitas pessoas procuram recomenda\u00e7\u00f5es, avaliam marcas e encontram produtos diretamente em plataformas sociais, sem depender apenas de mecanismos de busca tradicionais. A intelig\u00eancia social ajuda a entender quais temas, hashtags, criadores e formatos est\u00e3o ganhando tra\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Com isso, fica mais f\u00e1cil produzir conte\u00fado com maior potencial de alcance org\u00e2nico e relev\u00e2ncia. Em vez de publicar no escuro, a equipe passa a observar o que o p\u00fablico j\u00e1 est\u00e1 comentando e quais padr\u00f5es de comportamento podem orientar a cria\u00e7\u00e3o. Isso melhora o timing, o contexto e a chance de gerar interesse real.<\/p><h3>2. Refina campanhas e melhora o retorno<\/h3><p>Quando a marca sabe o que est\u00e1 chamando aten\u00e7\u00e3o, consegue adaptar a mensagem com mais precis\u00e3o. A intelig\u00eancia social ajuda a encontrar ideias criativas mais conectadas \u00e0 audi\u00eancia, identificar influenciadores com alinhamento verdadeiro e entender quais temas geram resposta positiva. O resultado \u00e9 uma comunica\u00e7\u00e3o mais aderente ao momento do p\u00fablico.<\/p><p>Isso reduz o risco de campanhas desalinhadas e aumenta a chance de retorno sobre o investimento. Em vez de depender apenas de hip\u00f3teses internas, o time pode observar sinais concretos para decidir o que testar, quando lan\u00e7ar e como ajustar a abordagem ao longo da execu\u00e7\u00e3o.<\/p><h3>3. Antecipar crises e reduzir riscos<\/h3><p>Um dos usos mais relevantes da intelig\u00eancia social \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o precoce de problemas. Uma reclama\u00e7\u00e3o pode parecer pequena no in\u00edcio, mas crescer rapidamente se o tema encontrar resson\u00e2ncia. Da mesma forma, um assunto sens\u00edvel pode se espalhar antes que a empresa tenha tempo de formular uma resposta adequada.<\/p><p>Ao acompanhar as conversas em tempo real, a marca enxerga sinais de alerta antes que eles se transformem em manchetes ou desgaste p\u00fablico amplo. Isso permite uma atua\u00e7\u00e3o mais preventiva, com respostas mais r\u00e1pidas, mais organizadas e mais coerentes com a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p><h3>4. Aproximar produto e voz do cliente<\/h3><p>Talvez uma das contribui\u00e7\u00f5es mais valiosas da intelig\u00eancia social seja aproximar o desenvolvimento de produto daquilo que as pessoas realmente falam. Em vez de depender apenas de pesquisas pontuais ou percep\u00e7\u00f5es internas, a empresa pode observar com mais frequ\u00eancia reclama\u00e7\u00f5es recorrentes, desejos, obje\u00e7\u00f5es e usos inesperados dos produtos.<\/p><p>Esses sinais ajudam a priorizar melhorias, identificar recursos mais valorizados e at\u00e9 perceber quando algo precisa ser retirado, ajustado ou relan\u00e7ado. Em um mercado competitivo, compreender a voz do cliente de forma cont\u00ednua pode fazer diferen\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o da oferta.<\/p><h2>Quais capacidades s\u00e3o necess\u00e1rias para fazer isso funcionar<\/h2><p>N\u00e3o basta acumular ferramentas desconectadas. Para que a social intelligence gere valor real, a empresa precisa de um sistema capaz de unir coleta, interpreta\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. Isso envolve tecnologia, processos e alinhamento entre equipes. Sem esse conjunto, os dados ficam presos em relat\u00f3rios que ningu\u00e9m usa com velocidade suficiente.<\/p><p>Um ponto importante \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o com o ecossistema j\u00e1 existente da empresa. Quando os sinais sociais entram nos fluxos de trabalho usados pelas equipes, a chance de a\u00e7\u00e3o aumenta. Isso pode acontecer em sistemas de atendimento, pain\u00e9is de dados, canais de comunica\u00e7\u00e3o interna e ferramentas de planejamento.<\/p><h3>Integra\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas e ferramentas<\/h3><p>A intelig\u00eancia social precisa circular entre os times. Por exemplo, um insight de sentimento pode ajudar o time de dados a explicar melhor uma queda de desempenho; uma tend\u00eancia emergente pode ser compartilhada com o time de cria\u00e7\u00e3o; um problema urgente pode ser levado ao atendimento com todo o contexto necess\u00e1rio para uma resposta mais emp\u00e1tica.<\/p><p>Essa integra\u00e7\u00e3o reduz retrabalho e acelera a tomada de decis\u00e3o. Em vez de cada \u00e1rea olhar apenas para sua pr\u00f3pria planilha, todos passam a trabalhar a partir de sinais compartilhados. Isso melhora coer\u00eancia, economiza tempo e aumenta a capacidade da empresa de responder ao mercado.<\/p><h3>Uso de intelig\u00eancia artificial para escalar an\u00e1lise<\/h3><p>Com o volume atual de conversas nas redes, fazer tudo manualmente \u00e9 pouco vi\u00e1vel. A intelig\u00eancia artificial ajuda a identificar padr\u00f5es, resumir informa\u00e7\u00f5es, destacar tend\u00eancias e reduzir o esfor\u00e7o operacional de an\u00e1lise. Isso libera o time para pensar estrategicamente, em vez de gastar a maior parte do tempo filtrando dados.<\/p><p>O uso de IA tamb\u00e9m contribui para respostas mais r\u00e1pidas e leitura mais ampla de cen\u00e1rios complexos. Quando bem aplicada, ela n\u00e3o substitui o julgamento humano, mas amplia a capacidade da equipe de enxergar o que importa em meio a grande volume de conte\u00fado.<\/p><h2>Como levar a intelig\u00eancia social para a opera\u00e7\u00e3o do dia a dia<\/h2><p>Para que a social intelligence saia do discurso e vire pr\u00e1tica, \u00e9 preciso estruturar uma rotina de uso. Isso come\u00e7a com a defini\u00e7\u00e3o dos temas que realmente importam para o neg\u00f3cio: marca, concorrentes, categoria, dores do cliente, campanhas, crises, comportamento de compra e tend\u00eancias culturais. A partir da\u00ed, a equipe pode mapear quais sinais acompanhar e quem deve receber cada tipo de alerta.<\/p><p>Outro passo importante \u00e9 definir como os insights ser\u00e3o usados. N\u00e3o adianta identificar tend\u00eancias se n\u00e3o existe um fluxo para transformar essas informa\u00e7\u00f5es em a\u00e7\u00f5es concretas. A empresa precisa saber quem analisa, quem aprova, quem executa e em quanto tempo deve reagir.<\/p><p>Tamb\u00e9m vale criar h\u00e1bitos de compartilhamento. Reuni\u00f5es r\u00e1pidas, pain\u00e9is acess\u00edveis e alertas automatizados ajudam a manter a intelig\u00eancia social viva no dia a dia. Quando a informa\u00e7\u00e3o chega tarde ou fica restrita a uma \u00e1rea, o impacto diminui bastante.<\/p><h3>Boas pr\u00e1ticas para come\u00e7ar<\/h3><p>Algumas pr\u00e1ticas ajudam a dar forma ao processo:<\/p><ul><li>definir perguntas de neg\u00f3cio antes de come\u00e7ar a coleta;<\/li><li>priorizar temas com impacto real em receita, reputa\u00e7\u00e3o ou produto;<\/li><li>criar crit\u00e9rios para diferenciar ru\u00eddo de sinal relevante;<\/li><li>distribuir insights para as \u00e1reas certas com rapidez;<\/li><li>acompanhar o que mudou depois de cada a\u00e7\u00e3o tomada;<\/li><li>revisar periodicamente o que est\u00e1 sendo monitorado.<\/li><\/ul><p>Essas pr\u00e1ticas evitam que a empresa se perca em excesso de informa\u00e7\u00e3o. O objetivo n\u00e3o \u00e9 medir tudo, e sim observar o que ajuda a decidir melhor. Quanto mais claro for o uso esperado de cada insight, maior tende a ser o valor gerado.<\/p><h2>O que observar para identificar sinais \u00fateis<\/h2><p>Nem toda conversa \u00e9 igualmente importante. Parte do trabalho da intelig\u00eancia social est\u00e1 em separar volume de relev\u00e2ncia. Um assunto pode ter muita movimenta\u00e7\u00e3o e ainda assim n\u00e3o representar impacto real para o neg\u00f3cio. Por outro lado, um sinal menor pode indicar uma tend\u00eancia em fase inicial e merece aten\u00e7\u00e3o maior.<\/p><p>Alguns elementos ajudam nessa leitura: aumento inesperado de men\u00e7\u00f5es, mudan\u00e7a de sentimento, repeti\u00e7\u00e3o de uma dor espec\u00edfica, crescimento de um t\u00f3pico entre comunidades influentes e surgimento de novas perguntas sobre o produto ou a categoria. Esses padr\u00f5es podem apontar oportunidades ou riscos antes que fiquem evidentes em outras fontes.<\/p><p>O mais interessante \u00e9 que essa leitura pode ser cont\u00ednua. A marca deixa de depender apenas de pesquisas pontuais e passa a escutar o mercado em tempo quase real. Isso melhora a qualidade das decis\u00f5es e tamb\u00e9m a velocidade com que elas s\u00e3o colocadas em pr\u00e1tica.<\/p><h2>Social intelligence como vantagem competitiva<\/h2><p>Em um cen\u00e1rio de excesso de conte\u00fado e aten\u00e7\u00e3o escassa, as empresas que conseguem interpretar melhor os sinais sociais tendem a agir com mais precis\u00e3o. Elas entendem mais cedo o que est\u00e1 mudando, adaptam mensagens com mais contexto e respondem com mais consist\u00eancia ao comportamento do p\u00fablico.<\/p><p>Essa vantagem n\u00e3o est\u00e1 apenas no acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, mas na capacidade de transformar informa\u00e7\u00e3o em movimento. Quando isso acontece, a organiza\u00e7\u00e3o passa a operar de forma mais conectada ao que o mercado est\u00e1 dizendo agora, e n\u00e3o ao que ele dizia semanas atr\u00e1s.<\/p><p>A intelig\u00eancia social, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma extens\u00e3o do marketing. Ela funciona como uma camada de leitura do neg\u00f3cio. Quem domina essa camada enxerga melhor o presente e consegue reagir com mais seguran\u00e7a ao que vem pela frente.<\/p><h2>Quando a empresa come\u00e7a a ouvir de verdade<\/h2><p>Ouvir o p\u00fablico sempre foi importante. O que mudou foi a escala, a velocidade e o impacto das conversas. Hoje, entender o que as pessoas dizem nas redes pode orientar desde o planejamento de conte\u00fado at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de prioridades de produto e a resposta a uma crise emergente. A diferen\u00e7a entre reagir e liderar est\u00e1 justamente na capacidade de interpretar esses sinais a tempo.<\/p><p>Por isso, investir em social intelligence n\u00e3o significa apenas adotar uma ferramenta nova. Significa reorganizar a forma como a empresa aprende com o mercado. E, quando esse aprendizado come\u00e7a a circular entre as \u00e1reas, a organiza\u00e7\u00e3o ganha agilidade, precis\u00e3o e capacidade de responder melhor ao que realmente acontece l\u00e1 fora.<\/p><table><thead><tr><th>Benef\u00edcio<\/th><th>Resultado esperado<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Leitura em tempo real<\/td><td>Decis\u00f5es mais r\u00e1pidas e contextualizadas<\/td><\/tr><tr><td>Integra\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas<\/td><td>Mais alinhamento entre marketing, produto e atendimento<\/td><\/tr><tr><td>Uso de IA<\/td><td>Menos esfor\u00e7o manual e mais profundidade anal\u00edtica<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p>Quando a escuta social deixa de ser apenas observa\u00e7\u00e3o e passa a orientar escolhas concretas, a empresa consegue agir com mais clareza. E, num ambiente em que aten\u00e7\u00e3o e confian\u00e7a mudam rapidamente, essa capacidade de agir no momento certo faz diferen\u00e7a real.<\/p><p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 simples na ideia, embora exija disciplina na pr\u00e1tica: transformar cada sinal relevante em uma decis\u00e3o \u00fatil, cada decis\u00e3o \u00fatil em uma a\u00e7\u00e3o concreta e cada a\u00e7\u00e3o em aprendizado para a pr\u00f3xima rodada. \u00c9 assim que a intelig\u00eancia social deixa de ser tend\u00eancia e se torna parte do funcionamento do neg\u00f3cio.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda como a intelig\u00eancia social ajuda marcas a agir mais r\u00e1pido, reduzir riscos e aproveitar oportunidades em tempo real. A forma como as marcas entendem o p\u00fablico mudou de maneira profunda. Antes, bastava observar m\u00e9tricas b\u00e1sicas, responder coment\u00e1rios e acompanhar men\u00e7\u00f5es. 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