{"id":4676,"date":"2025-07-03T12:39:12","date_gmt":"2025-07-03T15:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sorting.com.br\/?p=4676"},"modified":"2025-07-03T12:39:12","modified_gmt":"2025-07-03T15:39:12","slug":"web-design-morreu-com-a-ia-a-resposta-pode-te-surpreender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/web-design-morreu-com-a-ia-a-resposta-pode-te-surpreender","title":{"rendered":"Web design morreu com a IA? A resposta pode te surpreender"},"content":{"rendered":"<h3><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4679\" src=\"https:\/\/www.sorting.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender.jpg 1280w, https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Web-design-morreu-com-a-IA-A-resposta-pode-te-surpreender-10x7.jpg 10w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/>Mesmo com ferramentas poderosas de IA criando sites em segundos, o bom e velho web design feito por humanos continua insubstitu\u00edvel.<\/h3>\n<h4 data-start=\"2538\" data-end=\"2595\">O web design morreu? Nem em sonho \u2014 s\u00f3 mudou de roupa!<\/h4>\n<p data-start=\"2597\" data-end=\"3001\">Toda vez que surge uma tecnologia nova, algu\u00e9m aparece pra decretar o fim de alguma profiss\u00e3o. Foi assim com os fot\u00f3grafos quando os celulares come\u00e7aram a ter c\u00e2mera boa. Com os tradutores quando surgiram os primeiros tradutores autom\u00e1ticos. E agora, \u00e9 a vez dos designers ouvirem aquela velha pergunta repetida como um disco arranhado: <strong data-start=\"2934\" data-end=\"3001\">&#8220;o web design morreu com a chegada da Intelig\u00eancia Artificial?&#8221;<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"3003\" data-end=\"3265\">Bom, se a resposta fosse \u201csim\u201d, este texto aqui nem estaria sendo escrito. Porque ele est\u00e1 sendo desenhado \u2014 literalmente \u2014 com uma boa dose de <strong data-start=\"3147\" data-end=\"3171\">sensibilidade visual<\/strong>, <strong data-start=\"3173\" data-end=\"3195\">experi\u00eancia humana<\/strong> e aquela coisa que nenhum rob\u00f4 sabe reproduzir direito: <strong data-start=\"3252\" data-end=\"3264\">intui\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"3267\" data-end=\"3657\">\u00c9 verdade, sim, que a <strong data-start=\"3289\" data-end=\"3316\">Intelig\u00eancia Artificial<\/strong> chegou com for\u00e7a total no universo do design digital. Ferramentas como Wix ADI, Framer AI e at\u00e9 o pr\u00f3prio Figma com seus plugins inteligentes j\u00e1 s\u00e3o capazes de montar layouts prontos em poucos segundos. Basta digitar um comando ou selecionar um estilo, e voil\u00e0: est\u00e1 criado um site inteiro, com tipografia, cores e at\u00e9 um conte\u00fado de apoio.<\/p>\n<p data-start=\"3659\" data-end=\"3761\">Mas ser\u00e1 que isso resolve mesmo? Ou ser\u00e1 que s\u00f3 entrega o esqueleto de algo que ainda precisa de alma?<\/p>\n<h3 data-start=\"3763\" data-end=\"3825\">A IA pode montar um site. Mas ela entende mesmo o que faz?<\/h3>\n<p data-start=\"3827\" data-end=\"4104\">Pensa na \u00faltima vez em que voc\u00ea entrou num site e disse: \u201cque experi\u00eancia incr\u00edvel!\u201d. Aposto que n\u00e3o foi um site feito em 5 segundos por uma IA. Porque <strong data-start=\"3979\" data-end=\"4029\">a beleza de um bom site n\u00e3o t\u00e1 s\u00f3 na apar\u00eancia<\/strong>, e sim no que ele provoca: confian\u00e7a, interesse, fluidez, desejo, empatia.<\/p>\n<p data-start=\"4106\" data-end=\"4426\">A IA at\u00e9 tenta, mas ela ainda trope\u00e7a no que \u00e9 mais sutil. Ela n\u00e3o entende o que \u00e9 um p\u00fablico-alvo com h\u00e1bitos espec\u00edficos. N\u00e3o percebe que determinadas cores transmitem autoridade enquanto outras despertam leveza. E, sinceramente? Ela n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o do impacto de uma imagem mal recortada ou de um bot\u00e3o mal posicionado.<\/p>\n<p data-start=\"4428\" data-end=\"4639\">Essas decis\u00f5es \u201cinvis\u00edveis\u201d s\u00e3o o que transformam um site funcional em uma experi\u00eancia memor\u00e1vel. E \u00e9 aqui que o <strong data-start=\"4541\" data-end=\"4573\">web design feito por pessoas<\/strong> continua sendo n\u00e3o s\u00f3 necess\u00e1rio \u2014 mas cada vez mais estrat\u00e9gico.<\/p>\n<h3 data-start=\"4641\" data-end=\"4672\">IA ajuda, mas n\u00e3o substitui<\/h3>\n<p data-start=\"4674\" data-end=\"4934\">N\u00e3o d\u00e1 pra negar: a IA agilizou processos, cortou etapas e economizou tempo em v\u00e1rias frentes. O designer que antes gastava horas criando vers\u00f5es de layout agora pode testar hip\u00f3teses com um clique. Isso \u00e9 bom. \u00c9 produtivo. \u00c9 moderno. Mas n\u00e3o \u00e9 o fim da linha.<\/p>\n<p data-start=\"4936\" data-end=\"5215\">O que acontece, na pr\u00e1tica, \u00e9 que o <strong data-start=\"4972\" data-end=\"5011\">designer humano ganhou superpoderes<\/strong>. Em vez de ficar preso na execu\u00e7\u00e3o, ele agora pode se concentrar na estrat\u00e9gia, no conceito, na l\u00f3gica do conte\u00fado, na hierarquia da informa\u00e7\u00e3o \u2014 e no que realmente importa: <strong data-start=\"5186\" data-end=\"5214\">a experi\u00eancia do usu\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"5217\" data-end=\"5467\">Porque, no final das contas, um site \u00e9 feito pra algu\u00e9m. E esse \u201calgu\u00e9m\u201d tem gostos, comportamentos, pressa, distra\u00e7\u00f5es, limita\u00e7\u00f5es visuais, expectativas. Entender isso exige repert\u00f3rio, empatia e presen\u00e7a \u2014 tr\u00eas coisas que n\u00e3o se colocam num prompt.<\/p>\n<h3 data-start=\"216\" data-end=\"279\">A diferen\u00e7a entre site pronto e presen\u00e7a digital de verdade<\/h3>\n<p data-start=\"281\" data-end=\"568\">Um erro comum de quem acredita que a IA &#8220;matou o web design&#8221; \u00e9 confundir <strong data-start=\"354\" data-end=\"371\">um site no ar<\/strong> com <strong data-start=\"376\" data-end=\"410\">uma presen\u00e7a digital relevante<\/strong>. Ter um dom\u00ednio e uma homepage funcional n\u00e3o significa que a marca tem um posicionamento claro, uma identidade coerente ou que vai ser lembrada pelo usu\u00e1rio.<\/p>\n<p data-start=\"570\" data-end=\"917\"><strong data-start=\"570\" data-end=\"595\">Web design de verdade<\/strong> n\u00e3o se limita ao visual. Ele cria experi\u00eancias. E pra isso acontecer, entra em cena algo que a IA ainda n\u00e3o entrega: <strong data-start=\"713\" data-end=\"735\">inten\u00e7\u00e3o narrativa<\/strong>. Cada cor, \u00edcone, espa\u00e7amento e tipografia precisa contar a mesma hist\u00f3ria. Precisa refletir a personalidade da marca. Precisa guiar o visitante \u2014 n\u00e3o apenas mostrar coisas bonitas.<\/p>\n<p data-start=\"919\" data-end=\"1163\">Um site pode ser r\u00e1pido, leve e \u201cperfeitinho\u201d nos aspectos t\u00e9cnicos, mas, se n\u00e3o tiver coer\u00eancia est\u00e9tica e uma l\u00f3gica de navega\u00e7\u00e3o intuitiva, o usu\u00e1rio sai sem saber onde clicou ou o que viu. E adivinha? A IA ainda n\u00e3o tem repert\u00f3rio pra isso.<\/p>\n<h3 data-start=\"1170\" data-end=\"1206\">Layout bonito n\u00e3o segura ningu\u00e9m<\/h3>\n<p data-start=\"1208\" data-end=\"1528\">Pode parecer duro, mas \u00e9 verdade: <strong data-start=\"1242\" data-end=\"1290\">ningu\u00e9m fica num site s\u00f3 porque ele \u00e9 bonito<\/strong>. As pessoas ficam porque encontram o que precisam com facilidade, porque se sentem acolhidas pela linguagem, porque entendem o prop\u00f3sito daquilo. E porque, muitas vezes, sentem algo dif\u00edcil de explicar \u2014 tipo um \u201cessa marca fala comigo\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"1530\" data-end=\"1703\">Isso n\u00e3o nasce de algoritmo. Isso vem de uma constru\u00e7\u00e3o pensada, baseada em <strong data-start=\"1606\" data-end=\"1637\">experi\u00eancia do usu\u00e1rio (UX)<\/strong>, em <strong data-start=\"1642\" data-end=\"1670\">estudos de comportamento<\/strong>, em testes reais com gente real.<\/p>\n<p data-start=\"1705\" data-end=\"2014\">A IA pode entregar um <strong data-start=\"1727\" data-end=\"1749\">template harm\u00f4nico<\/strong>, mas ela n\u00e3o sabe o que aquela persona sente quando v\u00ea determinada imagem. Ela n\u00e3o entende que, pra um p\u00fablico mais s\u00eanior, \u00e9 melhor usar bot\u00f5es maiores e contrastes mais evidentes. Ela n\u00e3o sabe adaptar um site pra vender emo\u00e7\u00e3o \u2014 s\u00f3 pra organizar blocos de texto.<\/p>\n<h3 data-start=\"2021\" data-end=\"2068\">Web design e IA: uma parceria em constru\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p data-start=\"2070\" data-end=\"2268\">O que se v\u00ea hoje nas boas ag\u00eancias e nos profissionais atualizados n\u00e3o \u00e9 uma briga entre IA e web design. \u00c9 parceria. \u00c9 colabora\u00e7\u00e3o. \u00c9 <strong data-start=\"2205\" data-end=\"2240\">saber usar a IA como assistente<\/strong>, n\u00e3o como c\u00e9rebro pensante.<\/p>\n<p data-start=\"2270\" data-end=\"2566\">Designers est\u00e3o aprendendo a automatizar o rascunho, mas jamais delegam a vis\u00e3o criativa. Eles usam a IA pra gerar varia\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas, pra comparar paletas, pra testar fluxos de navega\u00e7\u00e3o. Mas a decis\u00e3o final \u00e9 sempre humana. Porque s\u00f3 o humano sabe o que \u00e9 <strong data-start=\"2527\" data-end=\"2565\">emocionante, diferente e relevante<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"2568\" data-end=\"2868\">E olha que interessante: quanto mais a IA evolui, mais exige de quem a usa <strong data-start=\"2643\" data-end=\"2674\">um olhar treinado e cr\u00edtico<\/strong>. A IA entrega dez op\u00e7\u00f5es \u201cok\u201d, mas o designer escolhe a que realmente conversa com o projeto. Ele n\u00e3o s\u00f3 escolhe: ele ajusta, molda, transforma \u2014 como um escultor diante de um bloco de m\u00e1rmore.<\/p>\n<h3 data-start=\"2875\" data-end=\"2906\">IA ainda patina no contexto<\/h3>\n<p data-start=\"2908\" data-end=\"3158\">Outro ponto que deixa a IA pra tr\u00e1s \u00e9 a falta de <strong data-start=\"2957\" data-end=\"3000\">contexto cultural, social e estrat\u00e9gico<\/strong>. Ela pode at\u00e9 usar refer\u00eancias do mundo todo, mas n\u00e3o entende o que \u00e9 tend\u00eancia local, o que \u00e9 clich\u00ea, o que soa brega ou deselegante para determinado nicho.<\/p>\n<p data-start=\"3160\" data-end=\"3446\">Imagine um site para um p\u00fablico jovem de uma startup brasileira. A IA pode gerar um layout bonitinho, mas com uma est\u00e9tica que remete a sites de empresas americanas dos anos 2010. Ou usar termos que n\u00e3o fazem sentido pra quem vive a realidade do Brasil. Falta tato. Falta interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"3448\" data-end=\"3667\">E aqui entra o diferencial de um designer atento: ele sabe que <strong data-start=\"3511\" data-end=\"3551\">design \u00e9 linguagem visual contextual<\/strong>. Que n\u00e3o se trata apenas de montar \u201calgo bonito\u201d, mas algo que se comunique de verdade com quem vai acessar aquilo.<\/p>\n<h3 data-start=\"3674\" data-end=\"3715\">Quem dita tend\u00eancia \u00e9 gente, n\u00e3o rob\u00f4<\/h3>\n<p data-start=\"3717\" data-end=\"3988\">\u00c9 curioso como muita gente esquece que quem treina a IA\u2026 s\u00e3o pessoas. Os bancos de dados que alimentam essas intelig\u00eancias foram feitos por milhares de designers, desenvolvedores, artistas. Ou seja: a IA replica o que j\u00e1 existe. Ela n\u00e3o <strong data-start=\"3954\" data-end=\"3975\">inventa nada novo<\/strong>. Ela remixa.<\/p>\n<p data-start=\"3990\" data-end=\"4276\">Quem cria, de fato, as grandes rupturas no design digital s\u00e3o os humanos. S\u00e3o eles que ousam quebrar grids, testar contrastes inusitados, combinar fontes improv\u00e1veis. S\u00e3o eles que percebem quando <strong data-start=\"4186\" data-end=\"4221\">o comportamento do usu\u00e1rio muda<\/strong> e respondem a isso com solu\u00e7\u00f5es visuais mais eficazes.<\/p>\n<p data-start=\"4278\" data-end=\"4424\">Portanto, n\u00e3o d\u00e1 pra esperar inova\u00e7\u00e3o genu\u00edna de uma IA que vive do \u201cmais do mesmo\u201d. O que ela entrega \u00e9 padr\u00e3o. Funcional? Sim. Gen\u00e9rico? Tamb\u00e9m.<\/p>\n<h3 data-start=\"4431\" data-end=\"4472\">O toque humano ainda \u00e9 insubstitu\u00edvel<\/h3>\n<p data-start=\"4474\" data-end=\"4745\">Existe uma sensa\u00e7\u00e3o que s\u00f3 o trabalho manual consegue entregar: a de <strong data-start=\"4543\" data-end=\"4560\">personalidade<\/strong>. Sites criados por humanos t\u00eam pequenos detalhes que saltam aos olhos. Um microintera\u00e7\u00e3o bem pensada. Um movimento de rolagem suave. Um menu com comportamento diferente que surpreende.<\/p>\n<p data-start=\"4747\" data-end=\"4992\">Esses detalhes <strong data-start=\"4762\" data-end=\"4783\">n\u00e3o s\u00e3o acidentes<\/strong> \u2014 s\u00e3o decis\u00f5es. Algu\u00e9m pensou naquilo. Algu\u00e9m testou, refutou e refez at\u00e9 acertar. E mesmo que a IA possa, eventualmente, aprender essas coisas, ela ainda depende do que j\u00e1 foi feito. Ela reage. N\u00e3o antecipa.<\/p>\n<p data-start=\"4994\" data-end=\"5150\">E \u00e9 exatamente por isso que o web design n\u00e3o morreu: <strong data-start=\"5047\" data-end=\"5149\">porque a cria\u00e7\u00e3o genu\u00edna ainda depende de gente viva pensando com sensibilidade, contexto e emo\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<h3 data-start=\"211\" data-end=\"285\">Curiosidade: quando um designer humano salvou um projeto criado por IA<\/h3>\n<p data-start=\"287\" data-end=\"657\">L\u00e1 por 2023, uma startup europeia decidiu fazer um experimento ousado: deixar toda a identidade visual do seu novo produto nas m\u00e3os da <strong data-start=\"422\" data-end=\"449\">Intelig\u00eancia Artificial<\/strong>. Usaram ferramentas de ponta, prompts bem elaborados e bancos de dados recheados de refer\u00eancias. Em poucos dias, o sistema entregou um site \u201cperfeito\u201d: responsivo, veloz, com visual clean e paleta harm\u00f4nica.<\/p>\n<p data-start=\"659\" data-end=\"682\">Mas a\u00ed veio o problema.<\/p>\n<p data-start=\"684\" data-end=\"943\">Quando o site foi ao ar, os n\u00fameros de navega\u00e7\u00e3o estavam \u00f3timos \u2014 mas os <strong data-start=\"757\" data-end=\"781\">leads n\u00e3o convertiam<\/strong>. Os acessos n\u00e3o viravam cliques em bot\u00e3o. Os cliques n\u00e3o viravam cadastros. E ningu\u00e9m conseguia explicar o motivo, porque, tecnicamente, o site estava impec\u00e1vel.<\/p>\n<p data-start=\"945\" data-end=\"1158\">Foi a\u00ed que chamaram uma designer freelancer experiente, que j\u00e1 tinha trabalhado com grandes marcas de lifestyle e consumo digital. Ela olhou o site e, em poucas horas, apontou algo que a IA jamais teria percebido:<\/p>\n<blockquote data-start=\"1160\" data-end=\"1267\">\n<p data-start=\"1162\" data-end=\"1267\">\u201cEsse site parece de uma empresa de seguros. E voc\u00eas vendem experi\u00eancias imersivas em realidade virtual.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p data-start=\"1269\" data-end=\"1474\">Ela explicou que o uso de azul escuro, tipografia s\u00f3bria e imagens est\u00e1ticas remetia a seriedade, seguran\u00e7a e formalidade. Um contraste total com o esp\u00edrito inovador e l\u00fadico que a marca queria transmitir.<\/p>\n<p data-start=\"1476\" data-end=\"1645\">Al\u00e9m disso, os bot\u00f5es de convers\u00e3o estavam posicionados no final da p\u00e1gina, sem contraste, e o texto usava um tom impessoal demais, com jarg\u00f5es t\u00e9cnicos e pouca empatia.<\/p>\n<p data-start=\"1647\" data-end=\"1842\">Com pequenas mudan\u00e7as \u2014 troca de cores, uso de fontes mais arredondadas, imagens em movimento e uma linguagem mais pr\u00f3xima do p\u00fablico jovem \u2014 o novo site entrou no ar. E os resultados dispararam.<\/p>\n<p data-start=\"1844\" data-end=\"1997\"><strong data-start=\"1844\" data-end=\"1890\">Em 15 dias, a taxa de convers\u00e3o subiu 270%<\/strong>. N\u00e3o porque a tecnologia falhou, mas porque faltava algu\u00e9m com repert\u00f3rio emocional e leitura de contexto.<\/p>\n<h3 data-start=\"2004\" data-end=\"2083\">Moral da hist\u00f3ria? A IA \u00e9 boa de execu\u00e7\u00e3o. O ser humano \u00e9 bom de prop\u00f3sito.<\/h3>\n<p data-start=\"2085\" data-end=\"2378\">Esse caso n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. Ele s\u00f3 mostra, de forma pr\u00e1tica, o que acontece quando se acredita que a tecnologia pode fazer tudo sozinha. A IA tem um valor imenso. Ela acelera, organiza, padroniza, facilita. Mas ainda n\u00e3o entende prop\u00f3sito, emo\u00e7\u00e3o, timing, cultura, comportamento. Ainda n\u00e3o sente.<\/p>\n<p data-start=\"2380\" data-end=\"2563\">E web design \u2014 o verdadeiro, aquele que encanta \u2014 nasce justamente da mistura entre forma e sentido. <strong data-start=\"2481\" data-end=\"2563\">\u00c9 sobre como algo parece, mas tamb\u00e9m sobre como aquilo faz a pessoa se sentir.<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"2565\" data-end=\"2730\">Por isso, enquanto existir gente navegando na internet, existir\u00e1 espa\u00e7o para designers. Porque, no fim das contas, o que move cliques n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 l\u00f3gica. \u00c9 <strong data-start=\"2718\" data-end=\"2729\">conex\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com ferramentas poderosas de IA criando sites em segundos, o bom e velho web design feito por humanos continua insubstitu\u00edvel. O web design morreu? Nem em sonho \u2014 s\u00f3 mudou de roupa! Toda vez que surge uma tecnologia nova, algu\u00e9m aparece pra decretar o fim de alguma profiss\u00e3o. Foi assim com os fot\u00f3grafos quando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4679,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[123],"tags":[],"class_list":["post-4676","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-web-design"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4676"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4676\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4680,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4676\/revisions\/4680"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sorting.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}